sábado, 24 de dezembro de 2011

É Natal de Jesus!

Assim como o Mistério da Redenção não pode ser pregado sem a CRUZ, o Mistério da Encarnação não pode ser pregado sem a MANJEDOURA.
Nem Quaresma sem Cruz, nem Natal sem manjedoura.
Não podemos simplesmente cruzar os braços e deixar que papai Noel, duendes e bonecos de neves tirem o lugar do Salvador, o Cristo, o Senhor.
Com isso não estamos convocando ninguém para uma “guerra santa” contra tais personagens. Eles nem sequer são culpados de terem se tornado o centro do Natal. O que estamos tentando dizer é que se não tomarmos posse daquilo que é nosso, outros irão tomar e transformar naquilo que bem desejarem.
Não podemos simplesmente deixar que as festas Santas sejam transformadas em festas pagãs e comerciais. Disso já nos prevenia o Apóstolo Paulo: “Estai de sobreaviso, para que ninguém vos engane com filosofias e vãos sofismas baseados nas tradições humanas, nos rudimentos do mundo, em vez de se apoiar em Cristo” (Col 2,8).
O Papa Bento XVI lembra que os próprios católicos, ignorando o verdadeiro sentido do Natal, ajudam a descristianizar essa Festa de Amor, de Paz, de Fraternidade.
Natal é a Festa do nascimento do Salvador. Mais que presentes descartáveis, abastados banquetes e a tão popular canção “Então é Natal” tocada exaustivamente nas rádios e nas lojas, deve ressoar a mensagem dos Anjos; “Salvator natus!”, Nasceu o Salvador! (cf Lc 2, 11).
Como nunca, precisamos anunciar ao homem de hoje, tão fascinado pelas possibilidades que o progresso e a tecnologia podem oferecer, que só a salvação dada em Jesus Cristo é que pode dar o verdadeiro e o último sentido da sua vida.
Sem encarnação, sem salvação, sem Deus, sem manjedoura. Que triste natal pagão esse!
Em torno da manjedoura tudo faz sentido. Lá está o recém-nascido envolto em faixas (cf. Lc 2, 12); a Virgem Mãe, conforme havia predito o profeta (cf. Is 7,14) e seu casto esposo José (cf. Lc 2,16).
Lá estão os pastores, criaturas desprovidas de todo conhecimento teológico, e que por isso mesmo, acreditaram que aquele Pobre Menino envolto em faixas era o Salvador (cf. Lc 2, 17).
Lá estão, conforme piedosa tradição popular, o boi e o burro. O boi, animal ligado a terra era símbolo do povo judeu enquanto povo da terra prometida. O burro, animal que simboliza a falta de sabedoria, era símbolo do povo gentio enquanto povo que desconhecia o verdadeiro Deus. Por isso, os dois estão em torno da manjedoura de Cristo, para dizer que Ele veio salvar os judeus e os pagãos.
Lá estão as ovelhas e os cabritos simbolizando os justos e os pecadores.
Lá estão Gaspar, Baltazar e Belchior (cf. Mt 2,11) simbolizando todos os povos, raças, línguas e nações, mas também todos os reis da terra conforme a profecia contida no Salmo 71: “Os reis da terra hão de adorá-Lo” (11).
Lá está o galo símbolo da vigilância e da prontidão que somos chamados a ter. Conforme piedosa tradição ele teria cantado à meia-noite do dia 24 de dezembro anunciando a vinda do Messias. No século IX ele foi parar no campanário das igrejas.
Lá estão o Anjo e a estrela nos indicando que aquele acontecimento ultrapassa a esfera humana, nos lembrando de que Aquele que está na manjedoura é divino.
É Natal de Jesus amados e amadas em Cristo. Festejemo-lo com a mesma dignidade com que nosso seráfico São Francisco o celebrava: “O bem-aventurado Francisco festejava com mais solenidade o Natal do que as outras festas do Senhor, porque, dizia, embora nas outras solenidades o Senhor tenha operado a nossa salvação, no dia em que Ele nasceu tivemos a certeza de que íamos ser salvos” (Legenda Perusina, 110). “Celebrava com incrível alegria, mais que todas as outras solenidades, o Natal do Menino Jesus, pois afirmava que era a festa das festas…” (Tomás de Celano, Vida II, 199).
Participemos da Missa com grande alegria e levemos conosco nossos familiares e amigos, se participaremos juntos da ceia de Natal, podemos participar também da Ceia do Senhor.  Não nos esqueçamos do aniversariante! Demos a Ele o presente que mais lhe agrada: o louvor e a participação da Santa Eucaristia.

Fraternidade O Caminho


Fonte: 
http://ocaminho.org.br/portal/fala-do-nosso-fundador.html


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